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"O grande objetivo da gestão foi alcançado", diz vice do Náutico

Timbu conquistou a classificação para Série B, neste domingo (08), nos Aflitos

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“O grande objetivo da gestão sem dúvidas foi alcançado”. Foi com a seguinte frase que o vice-presidente de futebol do Clube Náutico Capibaribe, Diógenes Braga, iniciou a entrevista exclusiva para a  Federação Pernambucana de Futebol (FPF), referindo-se ao acesso para a Série B Campeonato Brasileiro. Após um confronto para lá de dramático, diante do Paysandu, nos estádio dos Aflitos, o Timbu levou a decisão para os pênaltis e garantiu a classificação para a segundona nacional. 

“Ontem foi o dia que eu mais chorei na minha vida. Procurei muitas palavras para definir o que aconteceu, mas é impossível. Posso dizer que foi épico. Nós, e eu me refiro a todos do clube e a torcida, tivemos uma grande oportunidade de reescrever a história do Náutico e modificar um estigma de que o nosso time não era de decisão”, revelou Diógenes, orgulhoso por toda a valentia dentro e fora do campo. “Não jogamos bem. Foi na raça. Apenas clubes gigantes como o Náutico fazem o que aconteceu no dia oito de setembro de 2019”. 

Segundo o vice-presidente, o clube alvirrubro teve a chance de reparar, neste domingo (08), um grande erro histórico. “Ontem nós reescrevemos a história. O Náutico não é elite. O Náutico é do povo, e a festa que o torcedor fez nas arquibancadas é a prova disso. Sem o nosso torcedor, tenho certeza que não teríamos conseguido”. Mais de 16.600 torcedores marcaram presença nos Aflitos para a decisão.

Em meio à entrevista, Diógenes revelou uma frase dita pelo técnico Gilmar Dal Pozzo, que acredita ter sido o estopim para a postura aguerrida dos atletas. “‘Se o Paysandu quiser conquistar esse acesso, vai ter que tirar de dentro do coração da gente’. Todos nós sentimos aquilo. Não iríamos perder esse acesso por nada. O nosso grande objetivo foi alcançado”, afirmou o vice-presidente de futebol alvirrubro. 

A classificação para o Brasileirão da Série B veio para coroar o trabalho realizado pelas bandas da Rosa e Silva, com a gestão do presidente Edno Melo. “Todo o nosso esforço tem que tem que ficar como modelo para que haja a cobrança para as futuras gestões. O grande legado é esse. Hoje o Náutico conseguiu por trabalho e competência. O Náutico merece esse acesso”, finalizou.